Criadores de Stranger Things explicam por que o final da série evitou mortes chocantes

O encerramento de Stranger Things surpreendeu parte do público ao optar por um desfecho menos trágico do que muitos imaginavam. Em vez de uma sequência marcada por mortes impactantes, a série escolheu preservar seus personagens centrais — uma decisão que, segundo os criadores, sempre esteve alinhada com a essência da narrativa.

Em recente participação em um podcast internacional, Matt e Ross Duffer explicaram que, embora todas as possibilidades tenham sido discutidas na sala de roteiristas, o foco nunca esteve em eliminar personagens apenas pelo impacto. Para eles, Stranger Things sempre foi construída como uma história de aventura e amadurecimento, e não como um drama guiado pela perda.

Os irmãos Duffer revelaram que chegaram a analisar o destino de cada personagem individualmente, incluindo cenários mais sombrios. No entanto, perceberam que mortes centrais acabariam comprometendo a estrutura temática criada desde a primeira temporada. O objetivo era manter a coerência emocional da série, respeitando o arco de crescimento dos personagens.

A dupla destacou que finais bem-sucedidos de séries longas são aqueles que permanecem fiéis à própria identidade, mesmo diante de expectativas externas por choques ou reviravoltas extremas.

Para os criadores, Stranger Things dialoga diretamente com clássicos de aventura juvenil, onde o perigo existe, mas o foco está na transformação dos personagens ao longo da jornada. Apesar de perdas e sacrifícios pontuais, a série optou por um encerramento que privilegia esperança, amadurecimento e encerramento emocional — não o choque gratuito.

A escolha dividiu opiniões nas redes sociais, mas reforça o compromisso da produção com a proposta apresentada desde o início: contar uma história sobre amizade, crescimento e sobrevivência em meio ao caos.

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