O Alvo Humano resgata o espírito dos blockbusters dos anos 2010

O Alvo Humano (Divulgação/TMDB

Para os órfãos das grandes produções de ação dos anos 2010, uma excelente notícia: a série O Alvo Humano (Human Target) acaba de desembarcar no catálogo do streaming Adrenalina Pura+.

Exibida originalmente pela Fox nos Estados Unidos e trazida ao Brasil pelo SBT em 2011, a obra não é apenas mais uma produção policial; trata-se de uma adaptação de alto orçamento da DC Comics que entrega uma experiência cinematográfica na telinha.

Diferente das adaptações contemporâneas focadas em uniformes e superpoderes, O Alvo Humano mergulha no selo Vertigo/DC. Criado por Len Wein e Carmine Infantino, o protagonista Christopher Chance nos quadrinhos era um mestre dos disfarces.

Na série, porém, a abordagem é mais física e direta. Interpretado por Mark Valley, Chance é um especialista em segurança que se infiltra na vida de seus clientes, tornando-se, literalmente, um “alvo humano”.

A série optou por abandonar as máscaras de látex das HQs em favor de um herói de ação clássico, bebendo da fonte de ícones como James Bond e Jason Bourne, e isto fica claro no piloto.

O primeiro episódio, que agora pode ser revisitado no Adrenalina Pura+, estabelece um padrão interessante. Dirigido por Simon West (conhecido por Con Air e Lara Croft: Tomb Raider), o piloto situa a ação em um trem-bala de última geração.

A trama envolve a proteção de uma engenheira, vivida por Tricia Helfer (Battlestar Galactica). O grande diferencial aqui é o ritmo a partir do momento que a série não perde tempo em apresentar personagens nem em expor situações que podem ser descartáveis, mas se destaca quando joga na cara do espectador sequências de luta, e mistérios a serem resolvidos.

Embora Christopher Chance seja o rosto da operação, o que mais chama a atenção é o peso de outros personagens importantes, Winston (Chi McBride), e Guerrero (Jackie Earle Haley), este último especialista em “trabalhos sujos” que rouba todas as cenas com seu sarcasmo e métodos pouco ortodoxos.

Pelo segundo episódio é possível perceber que a série segue uma linha narrativa semelhante em cada uma das histórias contadas. Existe uma grande ameaça, um cliente a ser protegido, um mistério que envolve a situação, e uma mulher bonita que se aproxima do protagonista, nos moldes do que sempre acontece com James Bond em 007.

Mas isso não estraga a experiência de quem curte esse tipo de produção. Vale lembrar que se trata de uma série procedural (caso da semana, sem uma história contínua). Não fosse por alguns efeitos visuais feios (vamos lembrar como era o CGI em 2010), daria para ter a sensação de estar assistindo a alguns dos filmes de Missão: Impossível.

Em alguns momentos, parece que tudo está acontecendo ao mesmo tempo no enredo, embora isso não atrapalhe a diversão de quem assiste. E aí? A série vale o seu play?

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