Reprodução/ LA TIMES

Atitude da cantora diante de manifestação cultural árabe gerou debate acalorado nas redes sociais sobre xenofobia e mal-entendidos.

A aguardada apresentação de Sabrina Carpenter como headliner do Coachella 2026 entregou vocais e superprodução, mas foi uma breve interação com a plateia que dominou os trending topics deste sábado (11). A cantora está no centro de uma intensa polêmica digital após reagir de forma considerada desrespeitosa a uma manifestação cultural de um fã durante o show.​O incidente ocorreu quando uma pessoa na grade fez um zaghrouta — um som vocal agudo e vibrante feito com a língua, tradicionalmente usado em culturas árabes e africanas para expressar alegria e celebração. Sabrina, aparentemente confusa com o barulho, interrompeu o momento para questionar a atitude, chamando o som de “yodelling” (o canto tirolês europeu) e afirmando em tom de deboche que “não gostava daquilo”.​Apesar dos relatos de que a fã tentou explicar o significado cultural do som na mesma hora, o vídeo viralizou rapidamente, dividindo a internet.

 

No X (antigo Twitter), as acusações de insensibilidade cultural e xenofobia ganharam força. “Zombar de um zaghrouta chamando de yodeling depois de ser educada sobre a cultura é muito cruel. O ato de ‘menina malvada’ não é mais fofo, é apenas xenofóbico”, disparou uma usuária em um dos posts com maior engajamento sobre o tema. 

 

​Por outro lado, uma base sólida de fãs saiu em defesa da artista, argumentando que a situação não passou de um choque cultural aliado à estética de humor sarcástico da cantora. Defensores apontaram que Sabrina perguntou se estava no “Burning Man” (um festival norte-americano conhecido por performances excêntricas), o que indicaria que ela genuinamente achou tratar-se de uma brincadeira de um fã americano, e não de uma tradição estrangeira.

​Até o fechamento desta matéria, a equipe de Sabrina Carpenter não emitiu nenhum comunicado oficial sobre o ocorrido.

Publicado por:

By Vitória Silva

Vitória Silva, 24 anos. Viciada em cultura pop desde sempre, especialmente quando envolve capas, superpoderes e reviravoltas de explodir a cabeça. Amo o universo dos super-heróis e sim, sou do time que defende a Marvel mesmo quando ela erra (quase nunca, tá?). Entre uma crítica e outra, tô sempre buscando o easter egg perfeito e aquela teoria que ninguém teve coragem de escrever.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *