Crítica | O Mandaloriano e Grogu(Divulgação/Reprodução)

Levar The Mandalorian para os cinemas sempre pareceu um desafio. Afinal, a série criada por Jon Favreau construiu sua força em pequenas aventuras episódicas, no desenvolvimento silencioso de Din Djarin e no carisma quase hipnótico de Grogu. Em Star Wars: O Mandaloriano e Grogu, o resultado é curioso: o longa não tenta reinventar a fórmula, ele a amplia.

O filme funciona, acima de tudo, como uma grande aventura espacial. A relação de pai e filho entre Din Djarin (Pedro Pascal) e Grogu continua sendo o coração da narrativa, mas ela aparece costurada em meio a perseguições, batalhas espaciais, criaturas exóticas, stormtroopers, traições e a eterna disputa entre os remanescentes do Império e a Nova República, que tenta reconstruir a galáxia após sua ascensão. E é justamente nessa escolha que o filme encontra sua identidade: ele quer divertir.

Tecnicamente, é um espetáculo. Quem acompanhou a série já conhece a beleza dos cenários e a construção detalhada dos planetas, mas agora tudo ganha escala cinematográfica. O visual impressiona e deixa claro que a transição para as telonas foi pensada desde o início. O próprio projeto foi desenvolvido para o formato IMAX, com parte significativa das cenas utilizando proporções expandidas para a experiência nas salas especiais.

A trilha de Ludwig Göransson continua sendo um dos pilares da experiência, equilibrando o espírito clássico de Star Wars com a identidade própria construída pela série.

 

Mas o grande destaque continua sendo Grogu. Poucos personagens recentes do cinema conseguem ser tão magnéticos. O personagem já havia conquistado o público, mas no cinema ele ganha ainda mais espaço. Cada gesto, olhar ou pequena interação vira um evento. Grogu é fofo, engraçado e, ao mesmo tempo, essencial para o desenvolvimento emocional da história.

E esse desenvolvimento entre ele e Din Djarin talvez seja o aspecto mais bonito do filme. Existe uma evolução genuína ali. Não é apenas o guerreiro protegendo uma criança; é uma relação construída com afeto, confiança e pertencimento.

O único ponto que pode dividir opiniões é justamente sua estrutura. Em muitos momentos, O Mandaloriano e Grogu se parece mais com um episódio especial e muito bem produzido de The Mandalorian do que necessariamente com um evento cinematográfico grandioso. Para alguns isso pode soar como limitação; para outros, será exatamente o charme. Ainda assim, funciona.

O “Mandaloriano e Grogu” não tenta ser a produção mais ambiciosa da franquia. Em vez disso, entrega uma aventura divertida, emocionante e visualmente deslumbrante, que amplia o universo da série sem perder sua alma. E, às vezes, isso é mais do que suficiente.

O filme estreia nos cinemas dia 21de maio de 2026.

Confira o trailer oficial:

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By Rebecca Souza

Rebecca Souza, 20 anos. Apaixonada por leitura. Fã de boybands (Directioner de coração) e sempre ligada no universo pop. Buscando transformar conhecimento em algo acessível, criativo e divertido.

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