Mesmo após prejuízos milionários, estúdio confirma terceiro longa da franquia com protagonista original.
O renomado diretor Danny Boyle confirmou neste fim de semana que o terceiro capítulo da nova trilogia apocalíptica segue em desenvolvimento ativo. Apesar do desempenho financeiro desastroso dos dois primeiros longas nos cinemas, a Sony Pictures garantiu a produção do encerramento. A grande cartada do estúdio para salvar a marca é o retorno triunfal de seu ator mais icônico.
A decisão surpreendeu o mercado financeiro de Hollywood devido aos terríveis prejuízos acumulados recentemente pelas produções de terror. O último lançamento, 28 Years Later: The Bone Temple, arrecadou apenas catastróficos US$ 58,5 milhões mundialmente. A quantia não pagou sequer os custos básicos de produção e os pesados investimentos em marketing global.
“Alex Garland escreveu um roteiro maravilhoso e o entusiasmo continua gigante”, celebrou o cineasta em entrevista recente sobre a continuação. O diretor explicou que os trabalhos práticos sofreram um adiamento estratégico para o próximo ano por questões climáticas do Reino Unido.
O fator de peso para a salvação da franquia
A insistência em concluir a narrativa se deve exclusivamente ao apelo de Cillian Murphy, vencedor do Oscar por Oppenheimer. O astro voltará a viver o icônico sobrevivente Jim, assumindo o protagonismo absoluto do novo enredo após anos de ausência. A distribuidora aposta que o prestígio atual do ator seja o combustível necessário para arrastar multidões de volta às salas.
O cronograma de filmagens foi oficialmente empurrado para meados de 2027 devido a exigências geográficas severas da locação. A equipe técnica perdeu a janela ideal de gravação em uma região específica da Grã-Bretanha que exige estações exatas. Com o roteiro totalmente finalizado, o adiamento serve para refinar a escala técnica do encerramento da saga de ficção.
Crítica aclamada contra o silêncio das bilheterias
Embora o público tenha ignorado os lançamentos nos cinemas, os dois primeiros longas foram amplamente aclamados pelos especialistas. A direção de Nia DaCosta no segundo capítulo, por exemplo, conquistou impressionantes 88% de aprovação dos críticos. A narrativa ousada dividiu opiniões ao inserir elementos bizarros e ninjas inspirados em figuras controversas da cultura britânica.
Essa rota experimental acabou afastando os espectadores casuais, acostumados com o terror de sobrevivência mais tradicional visto em 28 Days Later. No entanto, o roteirista garantiu que a nova estrutura funciona de maneira interligada, assemelhando-se ao formato de séries de televisão. O plano é fazer com que a figura de Jim costure todas as pontas soltas deixadas pelos novos personagens introduzidos.
A resiliência da Sony Pictures reflete o atual cenário de Hollywood, onde a presença de grandes estrelas dita o sinal verde das produções. Em um mercado saturado de blockbusters genéricos, o retorno de rostos consagrados a universos cultuados é uma jogada valiosa. Resta saber se a força dramática do astro será suficiente para reverter a maldição financeira e consagrar o desfecho do apocalipse.
