Ministério Público questiona modelo de cobrança percentual, enquanto tiqueteira alega altos custos operacionais de tecnologia e segurança.
A euforia pelo retorno do BTS ao Brasil acabou se transformando em uma batalha jurídica sobre o direito do consumidor. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) notificou a Ticketmaster, plataforma oficial de vendas do evento, exigindo explicações sobre a cobrança de uma taxa de serviço na casa dos 20% sobre o valor das entradas para os shows de outubro.
A empresa tem um prazo de 15 dias para detalhar aos promotores exatamente qual serviço é prestado que justifique esse valor e, principalmente, explicar a lógica por trás de uma cobrança fixada em formato de percentual. Segundo o deputado estadual Guilherme Cortez (Psol), autor de denúncias contra o modelo, o questionamento do MP representa um avanço significativo contra possíveis práticas abusivas.
Em nota oficial a CNN Brasil, a Ticketmaster confirmou o recebimento da notificação e garantiu que responderá no prazo. A plataforma defende a legalidade da taxa de serviço, afirmando que a arrecadação é destinada a cobrir robustos custos operacionais. Entre eles, destacam-se a infraestrutura tecnológica para gerir a alta demanda simultânea, sistemas antifraude, segurança e o controle de acesso nos dias de evento. A empresa ainda pontuou que o Procon-SP não identificou irregularidades durante a venda presencial de um show recente.
