João Wainer utilizou técnicas de ficção e rodas de conversa para fugir do formato tradicional e capturar a essência do Galinho de Quintino. Divulgação / Sony Pictures Fazer um filme de esporte tem suas armadilhas, sendo a maior delas o temido formato das “talking heads” — aquelas entrevistas engessadas onde pessoas sentadas em um estúdio apenas disparam elogios sobre o biografado. Para o documentário “Zico, o Samurai de Quintino”, o diretor João Wainer decidiu que a história de Arthur Antunes Coimbra merecia uma abordagem totalmente diferente. Divulgação / Sony Pictures Para capturar a essência do ídolo, Wainer buscou inspiração em suas experiências com o cinema de ficção, criando um ambiente mais orgânico e horizontal. “Eu tenho refugado do talking heads cada vez mais”, explicou o diretor. “Você vê, não tem entrevista de ‘ah, o Zico era incrível por causa disso e daquilo’. A gente criou pequenas mesas de conversa para que tudo fosse mais fluído”. A alma não tem preço O resultado dessa direção menos intrusiva foi a criação de um clima leve e verdadeiro no set, algo que, segundo Wainer, o próprio Zico já traz naturalmente para a frente das câmeras. Essa sinergia resultou no que o diretor classifica como o maior trunfo da obra: a sua “alma”. ”Existem filmes com alma e outras que não têm. E a alma não é o dinheiro que compra. Você pode ter milhões de orçamento e o filme ficar sem alma”, refletiu o cineasta. “A relação que a gente construiu acabou trazendo uma alma para esse filme. Não dá pra explicar, não dá pra comprar. A alma você sente ou não sente”. O próprio Zico fez questão de arrematar a fala do diretor relembrando um momento histórico que dialoga perfeitamente com a proposta do longa. Com um sorriso no rosto, o ídolo revelou a frase icônica escrita em uma faixa no dia de sua despedida dos gramados: “Se o futebol tem alma, o nome dela é Zico”. https://cafeinapop.com.br/wp-content/uploads/2026/04/VID-20260414-WA0594.mp4 Publicado por: Vitória Silva author Vitória Silva, 24 anos. Viciada em cultura pop desde sempre, especialmente quando envolve capas, superpoderes e reviravoltas de explodir a cabeça. Amo o universo dos super-heróis e sim, sou do time que defende a Marvel mesmo quando ela erra (quase nunca, tá?). Entre uma crítica e outra, tô sempre buscando o easter egg perfeito e aquela teoria que ninguém teve coragem de escrever. See author's posts Compartilhe isso: Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+ Curtir isso:Curtir Carregando... Navegação de Post Street Fighter ganha primeiro trailer oficial do filme Zendaya anuncia pausa em Hollywood após maratona de lançamentos