Em entrevista exclusiva, a atriz mergulhou no novo estado psicológico da heroína após o nascimento da sua filha com Luke Cage.
Esqueçam a detetive amargurada que evitava laços emocionais a qualquer custo. A Jessica Jones que acaba de aterrar no MCU através da 2ª temporada de Demolidor: Renascido é movida por um instinto primitivo e inabalável de proteção. Numa conversa intimista com a Entertainment Weekly, Krysten Ritter dissecou a profunda evolução da personagem que interpreta.
A integração de Danielle, filha da investigadora com Luke Cage, foi o ponto de viragem para o arco de Ritter. Para uma mulher que passou a vida a afastar as pessoas devido aos traumas do seu passado, o nascimento da bebé representou uma cura. A atriz confidenciou que o pedido para explorar essa faceta maternal partiu dela mesma durante as negociações de regresso com a Marvel.
O maior desafio, contudo, é a contrapartida fisiológica deste milagre. Desde que se tornou mãe, o super-vigor da heroína entrou em colapso. Os seus poderes manifestam-se agora com falhas (glitches) inesperadas, abandonando-a durante confrontos corpo-a-corpo, tal como se viu durante o ataque orquestrado pelos capangas do Sr. Charles (Matthew Lillard) no sexto episódio.

Ao comentar a atual fragilidade da investigadora, Ritter encontrou um paralelo poético. “Jessica sempre relutou e tinha muitos sentimentos conflituosos sobre os seus poderes e até um desprezo por eles. Ela não queria socar as pessoas”, explicou. Mas a vulnerabilidade ativou uma fúria instintiva. “Acho que, quando lhe dás um filho, desperta uma ferocidade, uma ‘mamã urso’ que lhe dá força e poder reais”, celebrou a atriz.
